Sobre esta pesquisa

Desde 2008 venho pensando nas interações entre música eletrônica e Cultura Popular Tradicional, de maneira que, em 2019, organizei sistematicamente essas inquietações num projeto de pesquisa, que em 2020 começou a ser desenvolvido dentro do programa de pós-graduação em música da Universidade Federal da Paraíba, UFPB, mais especificamente na área de Etnomusicologia.

A pesquisa pretende investigar a produção do que venho chamando até aqui de Subgrave Nordestino, uma música que contém uma série de caracteres contra-hegemônicos e decoloniais, que se apresentam desde a forma como a música é produzida, até a sua estrutura musical, e interação com o mercado musical. Como característica central da pesquisa venho desenvolvendo no campo uma aproximação metodológica com a Investigação Ação Participante (IAP), desenvolvida por Orlando Fals Borda, incrementando as situações de produção e análise de dados a partir de uma perspectiva que bate de frente com a colonialidade acadêmica. Este é um trabalho em andamento, um processo que pretende discutir e propor alternativas conceituais e metodológicas para a Etnomusicologia brasileira.